- Violência nas escolas
- Nos últimos anos, a violência tem sido experimentada também como um problema educacional, seja por sua emergência dentro da própria comunidade escolar, violência na escola. Entretanto o objetivo dessa pesquisa é desenvolver ações de promoção e garantia de direitos, especialmente de combate à violência e de valorização da vida.
- Os adolescentes vivem em grupo e se não for orientado, este grupo se transforma em gangue. Infelizmente, a escola se tornou um espaço para a transformação do grupo saudável em gangue porque não há atividades para o adolescente fazer e aparecer na escola. A única atividade é se sentar e copiar, em espaço fechado, com dezenas de alunos. Ninguém agüenta uma atividade dessas, por muitas horas e a reação é a indisciplina, a agressão, a crueldade, a tortura, a violência, a depredação.
- Agora, para que os grupos de adolescentes não se transformem em gangues nas escolas, é necessário ter projetos de grupo, com atividades competitivas, semanais, para a Escola. Estas atividades são, por exemplo: festivais de músicas, de poesias, artes plásticas, teatro, artes visuais, apresentação de redações, festas juninas, brincadeiras entre salas, piquenique, gincanas, campeonatos esportivos, festas etc., com grêmios estudantis funcionando e atuantes.
- Mas, com um detalhe fundamental: as regras para estas atividades devem ser construídas pelos adolescentes e, nunca, jamais, pelos adultos. Quando o adulto diz como deve ser feito, os adolescentes reagem, não aceitam, não se empenham, fazem por fazer, porque são obrigados. O único papel do adulto é incentivar, acompanhar, orientar e nunca determinar como deve ser.
- Na educação hoje não há uma política de grupo para os adolescentes aparecerem. Onde há ausências de políticas públicas e educacionais para a escola, há violência. Para combater as gangues, a escola pública está sendo acompanhada pela polícia. A educação passou a ser discutida por delegados e não mais por pais, mães e responsáveis, nem por artistas, poetas, músicos, escritores, bibliotecários, pedagogos, filósofos, professores, mestres e doutores em educação. Mas não é culpa das famílias, nem dos adolescentes, nem de professores, diretores e policiais.
- O centro da política educacional hoje é não reprovar aluno, é manter o aluno na sala de aula, não dar notas vermelhas, é o professor não faltar, não ficar estressado, nem doente. As consequências dessa política levaram a população a descobrir que não precisa da escola para progredir na vida, mas precisa do diploma. Para ela, a escola se tornou em órgão expedidor de diplomas, perdendo sua função de ensino-aprendizagem. O analfabetismo funcional é uma das provas disso.
- Com urgência, precisam-se ter políticas educacionais competitivas para os adolescentes e para a Escola. É dever do Estado e não de escolas isoladas ou de diretores e professores, como acontece hoje.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Violência nas Escolas
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